PROSPERIDADE TRAZIDA DO OUTRO LADO DO MUNDO
No auge do ciclo do algodão no Estado de São Paulo, mais precisamente na região Noroeste, a trading japonesa Toyo Menka Kaisha Limited. efetuou seu primeiro investimento no Brasil no ramo alimentício inaugurando em junho de 1968 a Superfine Óleos Vegetais Ltda. na cidade de Guararapes, que na época era considerada uma das maiores produtoras de algodão do país.

O investimento do capital externo veio alavancar ainda mais a economia e toda cadeia produtiva rural da região, trazendo enormes benefícios para a prosperidade local.

A empresa deu início às suas atividades de industrialização, com uma Usina de beneficiamento de algodão e uma esmagadora de caroço de algodão, com capacidade de 300 toneladas por dia.

Além do consumo da produção local, sua capacidade de esmagamento era complementada com algodão adquirido de outras regiões do estado e também dos estados do Paraná e Goiás.Em 1º de junho de 1971, a empresa muda, como estratégia de marketing, sua razão social para Óleos Menu Indústria e Comércio Ltda., nome que é mantido até os dias atuais no mercado de óleo vegetal de caroço de algodão e seus derivados.

A trading japonesa Toyo Menka Kaisha Limited., em 9 de janeiro de 1991, altera sua razão social para Tomen Corporation, em virtude de uma reestruturação da organização em nível mundial.

Em 3 de abril de 2006, a controladora Tomen Corporation foi incorporada pela TOYOTA TSUSHO CORPORATION.

Hoje, a Óleos Menu, organização afiliada ao grupo Toyota Tsusho, atuante no processo de fabricação de óleo de caroço de algodão, obtém ainda como subprodutos: Línter enfardado, Casca Moída e Briquetada, Farelo (Proteína 28% e 38%) e Borra. Seu processamento diário é de aproximadamente 700 toneladas de sua matéria-prima, o caroço de algodão.

UMA INDÚSTRIA DE SUCESSO
Aproveitando uma cultura muito antiga, a Óleos Menu é fruto da imigração japonesa no Brasil. Hoje parte da multinacional Toyota Tsusho Corporation, processa algodão e consegue transformar sua casca em diversos produtos, sendo uma das grandes indústrias nacionais.

  • A HISTÓRIA DO ALGODÃO: OURO BRANCO DE VESTIR
    O algodão é originário da Índia, segundo documentos antigos, tendo-se expandido pelo Irã e Ásia ocidental, em direção ao norte e oeste. A utilização na confecção de tecidos na China, data de 2200 a.C. Foi introduzido na Grécia por Alexandre o Grande, chegando até o Egito, onde se produziu a melhor espécie, no século V a.C.
    As fibras do algodão, embora macias, apresentam boa resistência a esforços de tração, o que permitiu, desde a antiguidade, sua utilização para a confecção de tecidos.
    Na Europa, que utilizava exclusivamente a lã como fibra têxtil, o algodão veio a ser conhecido a partir da ocupação da península ibérica pelos árabes nos séculos IX a XI. Na América pré-colombiana, o algodão já era conhecido pelas civilizações nativas, que além de plantarem algumas espécies de algodoeiro, sabiam como extrair a fibra, fiar e tecer.
    Foi então somente no século XVIII, com a invenção da máquina de fiar e do tear mecânico por Sir Richard Arkwright e Edmond Cartwright, respectivamente, e do descascador mecânico, por Eli Whitney, que a utilização do algodão na indústria têxtil ganhou maior impulso.
    PROCESSO INDUSTRIAL
    O algodão depois de colhido é levado às usinas de beneficiamento, onde a fibra separada do caroço torna-se matéria-prima para indústria têxtil e de fiação. O caroço é submetido a um processo, chamado deslintamento, de onde se obtém o línter, espécie de penugem fortemente presa às sementes. O línter pode ser utilizado na produção de celulose, com imensa variedade de aplicação na indústria: têxtil, de verniz e outras. Na indústria bélica, é empregado na preparação de pólvora, pois dele se obtém explosivos.
    O caroço de algodão deslintado também é utilizado na produção de óleo alimentício, óleos para usos industriais, como lubrificantes, e matéria-prima para a fabricação de margarina, sabões e graxas. A torta de caroço de algodão, resultante no processo de extração do óleo, pode ser usada como ingrediente para rações de animais ruminantes. A casca tem valor como componente grosseiro para ração animal.

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